quarta-feira, 15 de março de 2017

QUEM ERA MOLOQUE?

Tal como acontece com grande parte da história antiga, a origem exata da adoração a Moloque não é clara. Acredita-se que o termo Moloque tenha originado com o mlk fenício, que se refere a um tipo de sacrifício feito para confirmar ou absolver um voto. Melekh é a palavra hebraica para “rei.” Era comum para os israelitas combinarem o nome de deuses pagãos com as vogais na palavra hebraica para ‘vergonha’: "bosheth". Foi assim que a deusa da fertilidade e da guerra, Astarte, tornou-se Ashtoreth. A combinação de mlk, melekh e bosheth resultou em "Moloque", que poderia ser interpretado como "o governante personificado de um sacrifício vergonhoso". Ele também foi grafado como Milcom, Milkim, Malik e Moloch. Ashtoreth era sua consorte, e a prostituição ritual era considerada uma importante forma de adoração.

Os fenícios eram um grupo vagamente reunido de pessoas que habitavam Canaã (atual Líbano, Síria e Israel) entre 1550 aC e 300 aC. Além de rituais sexuais, a adoração a Moloque incluía o sacrifício de crianças, ou "passar as crianças pelo fogo." Acredita-se que os ídolos de Moloque eram estátuas de metal gigantes de um homem com a cabeça de um touro. Cada imagem tinha um buraco no abdômen e possivelmente braços estendidos que faziam uma espécie de rampa ao buraco. Um incêndio era acendido em ou em torno da estátua. Os bebês eram colocados nos braços ou no buraco da estátua. Quando um casal sacrificava o seu primogênito, eles acreditavam que Moloque iria assegurar a prosperidade financeira para a família e para as crianças futuras.

A adoração a Moloque não se limitava à Canaã. Monólitos no Norte de África possuem a gravura "mlk" - muitas vezes escrita "mlk'mr" e "mlk'dm", que pode significar "sacrifício do cordeiro" e "sacrifício do homem". No norte da África, Moloque foi rebatizado de "Kronos". Kronos migrou para Cartagena, na Grécia, e sua mitologia cresceu para incluir o seu tornar-se um titã e pai de Zeus. Moloque é afiliado e às vezes equiparado a Baal, embora a palavra ba'al também tenha sido usada para designar qualquer deus ou governante.

Em Gênesis 12, Abraão seguiu o chamado de Deus para ir para Canaã. Embora o sacrifício humano não tenha sido comum em Ur, terra natal de Abraão, ele era bem estabelecido em sua nova terra. Mais tarde, Deus pediu que Abraão oferecesse Isaque em sacrifício (Gênesis 22:2). Mas então Deus distinguiu-se de deuses como Moloque. Ao contrário dos deuses cananeus nativos, o Deus de Abraão abominava o sacrifício humano. Deus ordenou que Isaque fosse poupado, e Ele providenciou um carneiro para tomar o seu lugar (Gênesis 22:13). Deus usou este evento como uma ilustração de como iria fornecer o Seu próprio Filho para tomar o nosso lugar.

Mais de 500 anos depois de Abraão, Josué liderou os israelitas a saírem do deserto em direção à Terra Prometida. Deus sabia que os israelitas eram imaturos e facilmente distraídos da adoração do único e verdadeiro Deus (Êxodo 32). Antes de os israelitas terem sequer entrado em Canaã, Deus advertiu-os a não participarem no culto a Moloque (Levítico 18:21) e repetidamente lhes disse para destruir as culturas que adoravam aquele falso deus. Os israelitas não deram ouvidos às advertências de Deus. Em vez disso, eles incorporaram a adoração a Moloque em suas próprias tradições. Até mesmo Salomão, o rei sábio, foi influenciado por esse culto e construiu locais de adoração a Moloque e outros deuses (1 Reis 11:1-8). A adoração a Moloque ocorreu nos "lugares altos" (1 Reis 12:31), bem como na ravina estreita fora de Jerusalém chamada de vale de Hinom (2 Reis 23:10).

Apesar dos esforços ocasionais por reis piedosos, a adoração de Moloque não foi abolida até o cativeiro dos israelitas na Babilônia. (Embora a religião babilônica tenha sido panteísta e caracterizada pela astrologia e adivinhação, ela não incluía o sacrifício humano.) De alguma forma, a dispersão dos israelitas em uma grande civilização pagã conseguiu finalmente eliminá-los de seus falsos deuses. Quando os judeus retornaram à sua terra, eles consagraram-se a Deus, e o Vale de Hinom foi transformado em um lugar para queimar o lixo e os corpos dos criminosos executados. Jesus utilizou este lugar como uma analogia – o fogo eternamente ardente consumindo inúmeras vítimas humanas - para descrever o inferno, onde aqueles que rejeitam a Deus vão queimar por toda a eternidade (Mateus 10:28).

Moloque ou moleque?

Há poucos dias fui interrogado por um aluno de teologia sobre a relação da palavra portuguesa moleque com o nome hebraico moloque. Este aluno me citou o Dicionário Bíblico Universal que usa o verbete moloque e moleque de modo intercambiável.
Pesquisando o assunto achei um blog onde o autor defende a tese da influencia de moloque em moleque: “Muitos servos do Deus Vivo, homenageiam esse demônio, sem querer e sem saber, ao chamarem suas crianças de Moleque ou ainda cantando “boi… boi… boi… boi da cara preta, pega essa criança que tem medo de careta…”
Esse exemplo não é caso isolado no universo evangélico. Reflete o tipo de hermenêutica que muitas vezes impera nas igrejas evangélicas. É o que eu chamo de hermenêutica do senso comum. Acontece que fora à semelhança fonética, moloque, semanticamente falando, não tem nada a ver com a palavra portuguesa moleque. Estão separados histórica e linguisticamente um do outro. Moloch ou Moloque, também conhecido como Malcã era uma divindade pagã do povo amonita em cujo altar era oferecido sacrifício infantil (Lv 18.21). O significado mais provável para este nome era “rei”. Muitas seitas já utilizaram este recurso semântico para criar heresias em cima de palavras semelhantes, a título de ilustração o nome IE-SUS que segunda a seita Testemunhas de Iehoshua vem da palavra pagã “deus porco”.

Já a palavra portuguesa moleque vem da palavra mu’leke no idioma Quimbundo que é uma das línguas bantus mais faladas em Angola, e seu significado é “filho pequeno”. A Wikipédia afirma: “Originalmente era usado apenas em referência à criança negra. Hoje já não se reconhece mais este significado. Durante a escravidão do Brasil, tratar um branco por “moleque” era uma grande ofensa, uma vez que este termo referia-se sempre ao escravo. Atualmente, além de indicar qualquer garoto (às vezes, utilizado para designar a criança levada, travessa, seja ela branca ou negra), também pode ser utilizado (quando em relação a um adulto) para designar um individuo sem vergonha, sem palavra, sem responsabilidade, cujas atitudes são iguais a de uma criança”.


Com Amor... Pr. Alecs!!!


Bibliografia: Gotquestions.org, CACP.

terça-feira, 14 de março de 2017

EU POSSO COMER SANGUE? (Lv 17:1-16).

“Todo israelita ou estrangeiro residente que comer sangue de qualquer animal eu me voltarei contra esse que comeu sangue, e o ELIMINAREI DO MEIO DO SEU POVO. (Lv 17:10)”.

Hoje, comer sangue de animais é pecado? Sendo que a carne é entremeada de sangue? A lei sobre não comer sangue de animais puros foi dada por Deus aos israelitas. O principal objetivo dessa lei era a de o POVO RESPEITAR O SANGUE dos animais, pois eles eram dados como EXPIAÇÃO DOS PECADOS do ser humano (Lv 17. 10-16). Além disso, as leis sobre as restrições alimentares também visavam diferenciar o povo de Deus (os israelitas), dos gentios (os outros povos). Nesse sentido, o povo devia ser santo (separado, consagrado ao Senhor), obedecendo todas as Suas leis.

Em nosso tempo comer sangue NÃO É PECADO. A restrição de comer sangue cai por terra quando Jesus suspende as restrições alimentares a partir da nova aliança de Seu sangue, a ALIANÇA DA GRAÇA que agora incluí os gentios. Por isso, agora não há mais necessidade dessa diferenciação, pois os gentios são incluídos na aliança. Outro fato importante é que, após o sacrifico pleno e perfeito de Cristo, sua expiação, seu sangue derramado, NÃO EXISTE MAIS o sistema sacrificial usando animais ou sangue de animais, FOI ANULADO.

Temos três textos importantes que nos ajudam a compreender melhor a questão: “…porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para lugar escuso? E, assim, considerou ele [Jesus] puros todos os alimentos (Mc 7:19)”. Como vemos, as RESTRIÇÕES ALIMENTARES já não fazem sentido e foram abolidas por Cristo. Em Romanos 14:1-6 Paulo fala um pouco sobre a questão das restrições alimentares e compara as pessoas presas a elas como ainda “fracos” ou com uma fé ainda frágil. Em outro texto: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir… (Cl 2:16-17)”. Vemos aqui que a questão da “comida” (como vista na lei) é colocada como SOMBRA de algo maior que viria: JESUS CRISTO E A PLENITUDE DA GRAÇA. A questão sobre comer sangue está incluída aqui.

Alguns usam o texto (Eu também acreditava assim): “Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais: que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Saúde. (At 15:28-29)”, para embasar que devemos nos abster de comer sangue, porém, nesse texto vemos apenas uma MEDIDA DE BOM SENSO visando uma conciliação entre gentios e judeus. Os judeus convertidos deveriam respeitar os gentios convertidos, pois eles, em Cristo, não tinham a obrigação de obedecer aos aspectos cerimoniais da lei. Por sua vez, os gentios não deveriam desrespeitar os judeus que ainda viviam alguns aspectos cerimoniais da lei. Assim, FOI FEITO UM ACORDO para que ALGUNS ITENS FOSSEM RESPEITADOS por todos. Foi algo pontual, focando as principais divergências que eles tinham à época.

Os cristãos podem comer alimento com sangue e carne sufocada?

Muitos crentes sinceros se deparam com dificuldades durante a leitura bíblica. Todavia, como dizia o Dr. Martyn Lloyd Jones, "dúvidas não são incompatíveis com a fé". Deveras vezes, todos nós, nos deparamos com versículos e situações da vida onde não encontramos alguma solução imediata para a dúvida.

Dentre todas as incertezas, está aquela que diz respeito a licitude ou não de se comer alimentos com sangue e carne sufocada. Alguns são os versículos que suscitam tal ponto de interrogação:
- "Toda a pessoa que comer algum sangue, aquela pessoa será extirpada do seu povo" (Lv 7.27);
- "Portanto tenho dito aos filhos de Israel: Nenhum dentre vós comerá sangue, nem o estrangeiro, que peregrine entre vós, comerá sangue" (Lv 17.12);
- "Tão-somente o sangue não comereis; sobre a terra o derramareis como água" (Dt 12.16);
- "Somente esforça-te para que não comas o sangue; pois o sangue é vida; pelo que não comerás a vida com a carne" (Dt 12.23).

Antes de entendermos tal questão, é preciso fazer uma ressalva que, confesso, me deixa intrigado. Permita-me, o leitor, um brevíssimo desabafo.

Comumente os evangélicos cometem o grave pecado de afirmar que a Lei de Deus, isto é, as leis civis do povo de Israel do Antigo Testamento, não são mais válidas para nós - quando, no entanto, Cristo foi cristalino em dizer: "Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir" (Mt 5.17). Ele mesmo disse que era a Lei e os verdadeiros profetas eram Sua boca: "E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos" (Lc 24.44). Porém, embora tais pessoas digam que a Lei não está mais em vigor (somente porque não conseguem vê-la sendo aplicada), frequentemente fazem proibições aos membros e à igreja usando a própria Lei! Ora, isto é um disparate profundo! Ou a Lei é válida, dentro do correto entendimento, ou não é!

Bem, exposto o que me deixa intrigado (mas sei que não somente a mim), destrinchemos a questão.

O Antigo Testamento trabalha com formas visíveis que expressam realidades invisíveis. Por exemplo, o tabernáculo e o templo eram Cristo prefigurado, a saber, apontavam para o Cristo que viria (Mt 26.61); as leis de separação de animais, sementes e tipos de tecidos (Lv 19.19), ensinavam ao povo que eles deveriam ser separados ao Senhor (Lv 26.12); o ano do jubileu, tempo em que se restituía a terra àqueles que a haviam vendido para pagar dívidas (Lv 25.13), era uma demonstração do perdão dado por Cristo e do amor que une os irmãos (Jo 13.35). Assim, seguindo esta mesma sequência, temos as referências ao não comer sangue.

O primeiro fato que devemos notar é o sangue não ser o mal em si mesmo. O sangue não poderia ser a malignidade por si só, pois se assim fosse, os sacerdotes não seriam instados a aspergir sangue no templo (Lv 7.14) de Deus. Se a substância "sangue" fosse pecaminosa, de modo algum o Senhor a requereria de Seu povo.

O segundo fato é o sangue ser uma figura que indica vida: "Somente esforça-te para que não comas o sangue; pois o sangue é vida; pelo que não comerás a vida com a carne" (Dt 12.23 - grifo meu). Notemos que é uma "figura", algo que remete à vida. Bem sabemos que a vida não está somente no sangue. Uma gota de sangue na estrada não indica que há um ser humano, literal e completo, na partícula. Nosso corpo é formado de muitas "juntas e medulas" (Hb 4.12), "De pele e carne" (Jó 10.11a), "de ossos e nervos" (Jó 10.11b)...

O terceiro fato diz respeito à necessidade, assim como nas leis de separação de sementes e demais coisas, do povo ser instruído a valorizar o sacrifício. Lembremos que o povo de Israel convivia constantemente oferecendo holocaustos (ofertas totalmente queimadas), os sacerdotes degolavam animais (Lv 4.15) e criaturas eram frequentemente oferecidas em sacrifícios ao Senhor.

Assim, Deus havia proibido o comer/beber do sangue, não por uma propriedade intrinsecamente má no sangue, mas, sim, por causa da necessidade do povo aprender a não confundir e se perder na leviandade.

Este fato pode ser provado com os elementos da ceia sob a luz do Novo Testamento (leia 1 Coríntios 11). Nenhum cristão, durante a ceia, crê que os elementos sejam literalmente o sangue de Cristo [1], mas nem por isso é displicente com eles - não se põe a ficar "fazendo bolinha" com o pão ou erguendo o cálice para admirar a textura do vinho contra a luz. Por que assim não se procede? Porque o momento é diferente; mesmo que os elementos sejam os mesmos usados nas casas, para os jantares e confraternizações, naquele momento eles representam algo mais importante. Cuida-se para não banalizar o significado, não o elemento.

Desta forma, quando lemos na Escritura que não dever-se-ia comer sangue, o propósito era ensinar os judeus sobre a necessidade de serem santos (que significa ser separado) ao Senhor, não ingerindo o líquido que o Senhor requeria para apontar o perdão dos pecados em Cristo Jesus (Hb 10).

Portanto, hoje, nós cristãos do Novo Testamento, podemos livremente comer qualquer coisa com sangue (uma carne "mal passada" ou galinha ao molho pardo, por exemplo), pois não mais vivemos nas sombras do que os elementos tipificavam, e sim na luz, às asas do Altíssimo. O sangue, sim, para sempre continuará a significar "vida" (tanto que somos instados a somente o utilizar na ceia, a fim de seguirmos o padrão bíblico), mas não mais como motivo de separação. Pelo sangue de Cristo estamos unidos a Ele, de modo que o sangue, o líquido, não deve ser proibido aos cristãos.

O que dizer, por fim, do versículo, "Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes" (At 15.29; 21.15)? Para entendermos, é preciso analisar o porquê da recomendação apostólica.

No início do capítulo 15 é relatado que, "alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos" (At 15.1). Aqueles cristãos advindos do judaísmo não se conformavam com o fato de não haver mais necessidade de circuncisão física, pois agora ela se dava no coração (Rm 2.29). Havendo, então, esta dificuldade para conciliar a vida de judeus convertidos com gentios convertidos, "Congregaram-se, pois, os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto" (At 15.16).

Tal assunto não foi facilmente resolvido, de modo que lemos haver ocorrido "grande contenda" (At 15.7) até mesmo entre os apóstolos e anciãos (demais presbíteros reunidos). Pedro se levanta em meio à assembleia e relembra aos irmãos, "que já há muito tempo Deus me elegeu dentre nós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho, e cressem... dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós; E não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando os seus corações pela fé. Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?" (At 15.7-10). A razão para isso era a referência à Lei, que nos dizeres do escritor de Hebreus: "(Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou)" (Hb 7.19). Os judaizantes estavam tentando persuadir aos convertidos de que a observância da Lei, por si mesma, seria a causa da salvação - e nisto estavam errados.

Com isso em mente e a discussão em pauta, "tomou Tiago a palavra, dizendo: Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome... Por isso julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus. Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue" (At 15.13-14, 19-20).

Qual é, pois, a solução para nosso problema? Muito simples. Uma vez que a Igreja de Deus florescia com judeus e gentios vivendo conjuntamente, era necessário estabelecer um padrão, de modo que os judeus não se escandalizassem pela não prática de certos ritos da Lei que haviam cessado em Cristo e, também, de maneira a não levar os gentios (todos os outros povos que não eram judeus) a viverem licenciosamente, como se nada devessem observar.

Este mesmo princípio, a saber, o de não ser escândalo para o próximo, foi aventado pelo apóstolo: "Por isso, se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize" (1Co 8.13). Ora, uma vez que a Bíblia não pode se contradizer e notro lugar lemos, "Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo" (Cl 2.16-17), o entendimento só pode ser um: que o motivo pelo qual os crentes do início do Novo Testamento deveriam se abster de sangue e carne sufocada, não era pela natureza em si dos elementos ou pela forma como ela era obtida, e sim para evitar o escândalo e promover a unidade. Tal qual Paulo estava disposto a nunca mais comer carne (sacrificada a ídolos [veja os versículos anteriores de 1Co 8.13)], caso isto trouxesse consequências na vida dos irmãos mais fracos na fé, bem faremos se de igual modo procedermos.

Que este breve estudo, pela graça e misericórdia de Cristo, o salvador de todos os Filhos de Deus, no qual as cerimônias sangrentas (assim chamadas devido ao sangue) e todas as outras que envolviam prefigurações, foram encerradas e definitivamente substituídas pelo novo Adão, possa, longe de nos levar à devassidão, acima de tudo, nos instar a amar a Deus e ao próximo nos laços fraternais de Jesus.

Louvemos ao Senhor pelo precioso Sangue de Cristo e não temamos o comer e o beber.

"Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus" (1Co 10.31).

Editado em 17/02/2016: em verdade, o que escorre da carne mal passada, por exemplo, sequer chega a ser sangue, conforme pode ser visto neste link.

Nota: [1] Esta heresia se chama transubstanciação (católica romana) ou numa hipótese tão ruim quanto, a consubstanciação (luterana).

Hoje, portanto, superada essa fase, certas coisas não são proibidas aos Cristãos... Pr. Alecs!!!


Bibliografia: Bíblia Arqueológica, Pb. André Sanchez, Filipe Luiz C. Machado

terça-feira, 7 de março de 2017

Apresentação ou Consagração de Crianças. O que significa?

Nós não temos por hábito o batismo de crianças, mesmo sabendo que seja praticado por várias igrejas do cristianismo mundial, e as respeitamos. Porém, preferimos ficar com o exemplo de Jesus e o que se sucedeu em Sua vida.

Jesus aos quarenta dias de idade, foi levado ao templo por José e Maria (Lucas 2:22-24), para ser consagrado ao Senhor como ensinava a Lei de Moisés.(Êxodo 13:2,13)

Nas Sagradas Escrituras não há nenhum ensinamento ou exemplos que autorizem o batismo de crianças. Conforme ensinamento do Novo Testamento, o candidato ao batismo deve ter se arrependido de seus pecados (Atos 2:38), e ter crido em Jesus Cristo (Atos 8:37). Aqueles que ainda não podem fazer o uso completo da razão, não estão em condições de cumprir esses dois requisitos. As crianças estão nesta condição. Por outro lado, as Escrituras ensinam acerca da apresentação pública das crianças a Deus, durante a qual pedimos ao Senhor que abençoe as crianças e a vida que elas terão pela frente. Quando assim procedemos, estamos seguindo a prática admitida pela Igreja de todos os tempos. Não é o batismo em água, e sim uma apresentação de crianças a Deus, uma ação de graças e de fé, uma súplica pela bênção divina.

Para a criança, esse ato não tem significado algum, pois ele nem sabe o que está acontecendo! Ele tem grande significado e muita responsabilidade para os pais cristãos!Por quê? Porque estes, no ato da consagração de seus filhos se comprometem publicamente e diante de Deus, que estarão se esforçando ao máximo para educar aquela criança nos caminhos do Senhor.

Há uma idéia errada de se trazer uma criança à igreja para ser apresentada ou consagrada a Deus, porque ela poderá morrer pagã.

Muitas vezes os cristãos dizem aos amigos que tiveram um bebê, e este está doente ou com algum tipo de problema, para levá-lo à igreja a fim de ser apresentado, porque assim ele melhorará ou ficará curado. Esta é uma idéia errada, como uma atitude errada, pois não tem o caráter da adoração. Somente os pais verdadeiramente cristãos devem apresentar ou consagrar seu bebê a Deus. Por que?

Primeiro: Somente os pais cristãos têm a exata noção do que já comentamos acima, acerca do estado de consciência do seu bebê.

Segundo: Eles compreendem o princípio espiritual da mordomia cristã (administrar com sabedoria e respeito, tudo aquilo que Deus nos dá ou empresta). Tudo o que Deus nos dá é um empréstimo. Na verdade nada é nosso nesta vida. Tudo é Dele! Cuidamos do nosso corpo, porque ele é o Templo do Espírito Santo. Procuramos não usar roupas sensuais porque queremos dedicar a parte externa do nosso corpo, a fim de não despertar desejos ilícitos às outras pessoas. Se compramos um carro, uma casa, um televisor, ou qualquer outra coisa, administraremos estas coisas para agradar ao Senhor, pois foi com a ajuda Dele que as conseguimos. Perceba que tudo o que possuímos, usamos para o nosso prazer, mas voluntariamente as devolvemos a Deus, num modo respeitoso como as usamos. Assim fazemos com o nosso dinheiro quando damos o dízimo. Tiramos dez por cento do nosso dinheiro e o levamos à casa do Senhor. (Gn.14:20; 28:20-22; Ml.3:8,10; Mt.23:23; Lc.11:42) Com a criança é a mesma coisa. Ela veio com a permissão de Deus. Foi a vontade de Deus que ela viesse. Portanto os pais devem ensiná-la nos caminhos de Deus. (Provérbios 22:6)

Terceiro: A atitude interior dos pais ao consagrar seu bebê em oração deveria ser:"Nós, pais de........, declaramos diante da igreja e do Deus de nossas vidas, que aceitamos esta criança vinda da parte do Senhor, e a estamos devolvendo a Ti ó Santíssimo, para que a tomes em teus braços, pois ela é tua. Esta criança é filho dos teus filhos, é a tua herança na terra e nos céus ó Senhor, para que por meio dela o mundo conheça a Ti como o Único e Verdadeiro Deus.
Por isso pedimos a tua proteção sobre ela, e principalmente sobre nós, para que possamos educá-la nos Teus Caminhos. Nos ajude a compreender melhor a Tua Palavra, para que em nossa casa possamos compartilhá-la com esta criança no período de seu crescimento, a fim de que ela, atingindo a idade da razão, venha aceitar voluntariamente a Ti Jesus como Salvador e Senhor de sua vida, desejando batizar-se nas águas como nós desejamos e fomos. Que ela tenha o desejo de seguir voluntariamente a Ti como nós temos feito, realizando a Tua grande obra na terra como nós a temos realizado, que é a de mostrar às pessoas a salvação em Jesus Cristo o Messias prometido. Que ela ame a tua Igreja como nós a amamos. Que ela sinta prazer de estar sempre com os irmãos na fé para Te servir e reconhecer a Tua maravilhosa presença. Que ela nunca se aparte dos teus ensinamentos enquanto viver sobre a terra, seja na enfermidade ou na saúde, na riqueza ou na pobreza. Nós pais Te engrandecemos e Te agradecemos por esta criança. Que ela seja uma bênção para nós, para a Tua Igreja como para Ti enquanto viver no Nome de Jesus. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Com Amor... Pr. Alecs!!!

Fontes: http://opregadorfiel.blogspot.com/2009/12/apresentacao-de-criancas.html

http://www.comunidadehebrom.com.br/site_novo/a_igreja/praticamos/praticamos.asp?ac=1&si=3

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

É correto usar o dízimo para sustentar pastores?

Um dos assuntos mais discutidos e controversos da fé cristã é em relação aos dízimos e ofertas. Mesmo quem frequenta a igreja há algum tempo tem dúvidas sobre como deve ser a contribuição e a administração financeira da igreja evangélica. Alguns não entendem por que os evangélicos dão o dízimo, outros questionam o destino do dinheiro arrecadado nas igrejas. Neste texto fizemos um levantamento baseado na bíblia sobre o uso dos dízimos e ofertas, pois muitos cristãos questionam se é correto um pastor (presbítero, ou qualquer outro líder de igreja) ser sustentado pela igreja. Não é o objetivo do presente texto explicar o porquê dos dízimos e ofertas, mas focar o texto na utilização das finanças da igreja.

Para ler mais sobre o dízimo e as ofertas, leia também:

Origem dos dízimos e ofertas
Lobos em pele de cordeiros

Acredito que o maior motivo desta dúvida pairar no pensamento do crente é porque ouvimos falar de muitos líderes que acabam utilizando o dinheiro arrecadado com o dízimo da igreja para fins de ostentação e enriquecimento pessoal. Também, infelizmente, não é raro pessoas se engajarem na vida ministerial visando uma forma de sustento próprio e não como um chamado de Deus. Curiosamente, na igreja primitiva já existiam tais parasitas, como podemos ver em 2 Pedro 2:3.

Diante disso, eliminando os motivos errados, vamos começar nosso estudo bíblico levando em consideração que estamos falando de membros das igrejas evangélicas e não visitantes, pois o visitante deve ser estimulado a contribuir apenas se quiser.

O instruído e o instrutor

No texto que se estende de Gálatas 6:6 a Gálatas 6:10 podemos ler a orientação de que o cristão deve contribuir  para o sustento do líder da igreja. No versículo seis, o termo “faça participante de todas as coisas” era uma orientação para que houvessem contribuições materiais pelo sustento daquele que instrui à Palavra.

A orientação neste caso é bem clara: “E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui”, Gálatas 6:6. Atualmente, não é necessário repartir todos os bens, para isso existe o dízimo.

Os que são instruídos devem ajudar no sustento daquele que instrui, pois é isso que se espera de um discípulo, que ele demonstre sua gratidão com ajuda material na vida de seu líder espiritual. A orientação em Gálatas 6:10 também é clara sobre o dever que temos de ajudar a comunidade na qual estamos inseridos, mas priorizar aqueles que seguem nossa fé, por isso é importante que as igrejas mantenham as obras sociais, para que os fiéis possam colaborar na obra da igreja e não precisem ajudar com obras sociais vinculadas a outras denominações religiosas.

Se você ainda não achou este texto claro, vamos dar uma passada em 1 Coríntios 9. O capítulo todo é bem interessante, mas vamos focar nos versículos 7 a 14, para compreender melhor como administrar o dízimo.

“Quem jamais milita à sua própria custa? Quem planta a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta o gado e não se alimenta do leite do gado? Digo eu isto segundo os homens? Ou não diz a lei também o mesmo? Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi que trilha o grão. Porventura tem Deus cuidado dos bois? Ou não o diz certamente por nós? Certamente que por nós está escrito; porque o que lavra deve lavrar com esperança e o que debulha deve debulhar com esperança de ser participante. Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais? Se outros participam deste poder sobre vós, por que não, e mais justamente, nós? Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo. Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho”.

Paulo orienta a igreja de Corinto a compartilhar os bens com os que pregam o evangelho. O texto é ainda mais radical na referência que faz ao compartilhar de tudo, o que demonstra como os cristãos foram orientados a colaborar pelo sustento de seus líderes religiosos, esta é a função dos dízimos e ofertas.

O trabalhador é digno de seu trabalho

A frase acima é uma referência a Lucas 10:7 e está em 1 Timóteo 5:18. Ao lermos 1 Timóteo 5:17 e 18 vemos que o autor revela que devemos contribuir financeiramente com os presbíteros da igreja, pois, como diz o texto, eles se fadigam de pregar o evangelho, além disso, primam pela igreja, pelo bem estar dos fiéis e consolam seus irmãos. O termo “dobrado honorário” também pode ser lida como dupla honra, que seria uma analogia ao dever do cristão de honrar seus líderes com respeito e financeiramente. No contexto desta passagem, acredita-se que a igreja passava por algumas dificuldades financeiras e estava ficando difícil os presbíteros viveram apenas da obra. A oferta do povo, inclusive o dízimo, serviria para ajudar aquela liderança.

Ofertar com amor

Existem diversas referências bíblicas sobre o sustento dos líderes da igreja. Passagens que orientam o cristão a sustentar seu líder, para que este viva focado na pregação do evangelho e servindo à igreja. No entanto, ressaltamos que devemos sempre agir com fé e amor, entendendo que nossos dízimos e ofertas serão administradas para o bem da igreja e não para satisfação de oportunistas.

O textos de Hebreus 11:6 e Romanos 1:17 falam da importância de realizarmos todas as obras por amor a Deus acima de tudo mais.


Da próxima vez que você separar o dízimo, lembre-se que você está sendo fundamental para a continuidade da igreja cristã.

Fonte: http://www.materialgospel.com.br/e-correto-usar-o-dizimo-para-sustentar-pastores/

Com Amor Pr. Alecs!!!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

ROSTO DESVENDADO - A Realidade sobre o Véu na Face de Moisés



Quero iniciar este estudo dando os devidos créditos a quem me ajudou a enxergar estas verdades. Ouvi esta abordagem pela primeira vez e aprendi este princípio com o pastor Lawrence Khong, de Singapura, em uma ministração ocorrida em novembro de 1997, na cidade de Londrina, Paraná. Usarei vários textos bíblicos diferentes da mensagem que ouvi, farei outras aplicações e ilustrações, mas a ideia central acerca do comportamento de Moisés que apresentarei é a mesma da pregação que ouvi anos atrás. Portanto, agradeço e glorifico a Deus por aquela mensagem e pela vida do irmão Lawrence que, não apenas me abençoou na ocasião, mas ajudou-me a perceber uma verdade que se transformaria num trilho importante em minha caminhada espiritual e ministerial.

Tudo começa com um comportamento específico de Moisés, destacado (e condenado) pelo apóstolo Paulo:

“E não somos como Moisés, que punha véu sobre a face, para que os filhos de Israel não atentassem na terminação do que se desvanecia. E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (2 Coríntios 3.13,18)

Ao dizer “não somos como Moisés”, o apóstolo Paulo não está falando de uma virtude do grande libertador de Israel. Essa seria a parte fácil de entender na vida e no comportamento de Moisés. Ele foi o maior vulto do Antigo Testamento. Alguém de quem Deus disse estar acima dos profetas. Alguém que profetizou a vinda do Messias nos seguintes termos: “Deus há de levantar um profeta semelhante a mim”.

O fato é que Paulo está apontando para um erro desse grande líder. Ele fala claramente de uma atitude de fingimento, de falta de transparência. Na verdade, esta é a razão que Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, atribui ao uso do véu por parte de Moisés.

E este erro não é exclusividade de Moisés; na verdade, é algo que todo líder (para não dizer todo cristão), em algum momento, também se encontrará lutando para não cometer.

POR QUE MOISÉS COBRIA O ROSTO?

Quando criança, debaixo da influência dos ensinos da escola bíblica dominical, eu achava que Moisés punha o véu sobre seu rosto para que as pessoas não se assustassem com seu rosto brilhando… ou seja, para que não vissem a glória! Mas Paulo desmente este mito e afirma que a razão do uso desse véu por parte desse grande líder era justamente o contrário: para que os israelitas não vissem que a glória estava sumindo!

Ao olharmos atentamente para o relato bíblico no livro de Êxodo, isto fica bem claro:

“Quando desceu Moisés do monte Sinai, tendo nas mãos as duas tábuas do Testemunho, sim, quando desceu do monte, não sabia Moisés que a pele do seu rosto resplandecia, depois de haver Deus falado com ele. Olhando Arão e todos os filhos de Israel para Moisés, eis que resplandecia a pele do seu rosto; e temeram chegar-se a ele. Então, Moisés os chamou; Arão e todos os príncipes da congregação tornaram a ele, e Moisés lhes falou. Depois, vieram também todos os filhos de Israel, aos quais ordenou ele tudo o que o Senhor lhe falara no monte Sinai. Tendo Moisés acabado de falar com eles, pôs um véu sobre o rosto. Porém, vindo Moisés perante o Senhor para falar-lhe, removia o véu até sair; e, saindo, dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe tinha sido ordenado. Assim, pois, viam os filhos de Israel o rosto de Moisés, viam que a pele do seu rosto resplandecia; porém Moisés cobria de novo o rosto com o véu até entrar a falar com ele.” (Êxodo 34.29-35)

Embora as pessoas tenham se assustado ao ver o rosto de Moisés resplandecendo, o texto sagrado nos revela que ele lhes falou de cara limpa, sem véu algum. O homem de Deus colocou o véu somente depois de falar aos israelitas. E fez isto não só na primeira vez em que seu rosto brilhou; toda vez que ele saía da presença do Senhor o comportamento se repetia: 1) falava ao povo as palavras de Deus; 2) o povo via que seu rosto brilhava; 3) depois de falar e do povo ver que seu rosto brilhava, Moisés cobria a face com um véu até entrar na presença do Senhor e de novo sair com a cara resplandecente da glória divina.

A razão apresentada por Paulo na Epístola aos Coríntios é que Moisés não queria que os israelitas vissem que a glória estava sumindo. Aquela manifestação de glória experimentada pelo homem de Deus não era permanente. Cada vez que esse grande líder de Israel entrava na presença de Deus, recebia uma “recarga” de glória. Mas entre uma ida e outra, a glória desvanecia. E Moisés, como líder que já havia aparecido em público com o rosto brilhando, não queria que as pessoas vissem que a glória estava sumindo.

Para muitos líderes, depois de terem brilhado diante do povo, a grande dificuldade é serem vistos sem glória, sem unção. Há, dentro de muitos de nós, uma desesperada disposição de esconder nossas fraquezas e limitações. Esta é uma das “doenças” que pode atingir os líderes: o complexo de super-herói. Quando estamos cheios da glória exibimos o rosto resplandecente para todo o mundo; quando não temos, encobrimos o rosto (com um véu de engano) para que as pessoas pensem que ainda estamos brilhando – mesmo que, de fato, já não estejamos.

Este erro tem nome: dissimulação. E penso que pior do que errar é querer encobrir isso! Essa atitude é antiga; começou com Adão e Eva. A dificuldade do primeiro casal em admitir seu pecado fez com que eles se escondessem:

“Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim”. (Gênesis 3.7,8)

Este parece ser um padrão de comportamento do ser humano desde o início da humanidade. E repetidamente é visto na vida de líderes que, mais do que qualquer outra pessoa, devido ao seu nível de exposição pública e da responsabilidade de serem homens (ou mulheres) de Deus, não querem que ninguém, nunca, veja qualquer traço de fraqueza ou pecado em suas vidas.

Foi exatamente isto o que aconteceu com Davi. Ele cometeu pecado ao adulterar com Bate-Seba, mas isto não ofuscaria sua imagem até que a mulher lhe deu a notícia da gravidez resultante do erro deles. Então, a tentativa de encobrir o pecado cometido só deixou pior a situação. O pecado progride de adultério a homicídio, com a consequente perda do filho gerado (2 Sm 11.6-25). Se o rei Davi tivesse reconhecido seu pecado, em vez de fazer de tudo para esconder seu erro, a história teria sido bem diferente e as consequências não tão graves.

Mas, como o homem que foi visto como herói nacional, aquele que as mulheres recebiam com cânticos em seu retorno das guerras, o ungido de Deus, seria avaliado pelo povo que liderava quando se mostrasse sem o brilho de Deus em sua vida?

É lógico que o líder deve ser exemplo, modelo para o rebanho, e que deve cuidar para não perder nunca o exemplo. Ele deve vencer suas fraquezas; o que ele não pode é tentar esconder as fraquezas que já o venceram!

Quando um líder cristão esconde uma fraqueza, uma limitação (e nem estou falando de pecado agora), sua atitude pode parecer qualquer outra coisa, mas ainda é dissimulação!

O apóstolo Pedro, um homem de grande estatura espiritual, uma das colunas da Igreja, quando esteve em Antioquia, acabou demonstrando esta inclinação ao fingimento para que sua imagem não ficasse “arranhada” diante dos demais líderes em Jerusalém:

“Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível. Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar-se, temendo os da circuncisão. E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles. Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?”  (Gálatas 2.11-14)

O assunto em questão não era esconder um pecado; somente um ponto de vista, uma opinião, um nível de liberdade que Pedro desfrutava no relacionamento com os gentios e que, obviamente, os irmãos que vieram de Jerusalém a Antioquia não concordavam. O que Pedro fez foi denominado por Paulo como um ato de dissimulação, de fingimento. Ele ainda destaca o fato de que “não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho”.

Assim como outros homens de Deus, como Moisés e Davi, o apóstolo Pedro estava preocupado com sua imagem. O que diriam a seu respeito se soubessem do convívio com os gentios? Líderes tendem a não querer mostrar fraqueza, mesmo se nem for fraqueza de fato, se só puder ser interpretada como tal.

Mas ao dizer “não somos como Moisés, que punha véu sobre a face”, Paulo mostra que, por haver entendido as consequências deste ato, ele preferiu agir com absoluta honestidade em todo o seu comportamento cristão:

“Mesmo que eu preferisse gloriar-me não seria insensato, porque estaria falando a verdade. Evito fazer isso para que ninguém pense a meu respeito mais do que em mim vê ou de mim ouve”.  (2 Coríntios 12.6 – NVI)

Ao examinar o contexto desta afirmação, vemos que Paulo estava falando sobre suas experiências com as visões celestiais. Em outras palavras, o apóstolo estava declarando: “Eu poderia impressionar as pessoas contando minhas experiências com Deus, mas não quero que o conceito delas a meu respeito se baseie nisso. Quero que só pensem acerca de mim o que pode ser visto, de forma simples, no convívio diário”. Ele diz claramente: “Eu evito que pensem que sou mais do que aquilo que realmente sou”.

Penso que entendo um pouco dessa atitude de Paulo, observando o exemplo de um pastor muito amigo meu: o Francisco. Quando eu tinha apenas três anos de idade, ele teve uma experiência extraordinária. Foi arrebatado em espírito por sete dias! Deitou-se para dormir num domingo à noite e, de repente, um anjo entrou em seu quarto declarando ter sido enviado da parte do Deus Altíssimo com o propósito de mostrar-lhe algumas coisas; tomou-o pela mão e partiu para o que gosto de chamar de um “tour celestial”. O Francisco “voltou” desse arrebatamento uma semana depois, na tarde do próximo domingo. A família, durante esse período, e devido ao fato do Francisco não acordar, chegou a chamar um médico que, ao examiná-lo, disse que todos os sinais vitais estavam bem e os aconselhou a esperar.

As coisas que o pastor Francisco viu e ouviu durante esse tempo são surpreendentes. Quando conheci esse querido irmão e soube dessa experiência, questionei porque ele quase não falava sobre isso. Ele me respondeu que fomos chamados para pregar a Palavra de Deus, não nossas experiências. Insisti que as experiências poderiam ser contadas como uma forma de ilustrar e aplicar as verdades bíblicas, não de substituí-las, e, na impetuosidade comum à mocidade, disparei: “Se fosse eu que tivesse passado sete dias no céu, já teria escrito um livro”. Diante disto, o Francisco apenas rebateu: “É por isso que você nunca foi. Esse tipo de experiência não é para fofoqueiro como você”. Minha vontade era dizer: “Desculpe a vergonha que passei”, mas entendi que o silêncio era a melhor forma de encerrar aquela conversa…

Compartilhei isso porque, à semelhança de Paulo, o pastor Francisco me ensinou muito sobre não fazer os outros pensar que somos mais espirituais do que o que realmente somos. Ele sempre me dizia que o “o homem de Deus” que ele era tinha que ser visto na simplicidade do relacionamento diário, não numa encenação exagerada de espiritualidade.

Diferente de Moisés, e de muitos de nós, Paulo preferia tirar a máscara e se apresentar da forma mais sincera e autêntica possível. E há uma razão para esta postura firme do apóstolo, que abordaremos melhor mais à frente: sem transparência e honestidade não há transformação!

O apóstolo Paulo valorizava muito este princípio, não só em sua própria vida como também na vida daqueles em que investia no discipulado. Muitas eu me perguntava: o que Paulo viu em Timóteo que o atraiu tanto? Esse discípulo precisou ser encorajado várias vezes a não negligenciar os dons que recebeu, a não deixar ninguém desprezá-lo pelo fato de ser jovem, e, além disso, não temos registros históricos de grandes conquistas ministeriais da parte dele. Então, o que será que Paulo enxergou nele que produziu uma identificação tão grande? Hoje a resposta me parece clara: uma fé sem hipocrisia:

“Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia.”  (1 Timóteo 1.5)

Outras versões usam as expressões “fé sem fingimento” ou “fé sincera”. Em sua segunda epístola a Timóteo, Paulo destaca novamente a fé sem hipocrisia (2 Tm 1.5), desta vez atribuindo-a diretamente à pessoa de Timóteo. Isto tudo mostra o quanto o apóstolo levava a sério a questão da transparência, da honestidade e da autenticidade.

AS CONSEQUÊNCIAS DE SE COBRIR O ROSTO

Algo assustador que percebo no ensino de Paulo, e que deve servir de forte advertência contra o uso do véu sobre o rosto, é que o “véu do engano” que um líder usa pode ser transmitido para os seus liderados e discípulos:

“Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido. Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado.”  (2 Coríntios 3.14-16)

Observe a expressão “o mesmo véu permanece”. O apóstolo Paulo escreveu essa epístola cerca de mais de um milênio e meio depois de Moisés. No entanto, ele diz que “até os dias de hoje” o “mesmo véu permanece”. É lógico que ele não está falando do mesmo pedaço de pano físico usado pelo grande legislador de Israel. Até porque o texto diz que “o véu está posto sobre o coração deles”, afirmação que concede uma conotação espiritual a esse véu.

A Palavra de Deus nos revela que a atitude de fingimento de Moisés passou a operar (na forma de engano espiritual) no coração dos israelitas – que se orgulhavam de ser discípulos de Moisés (Jo 9.28). Líderes que decidem andar em dissimulação podem estar transferindo um péssimo legado aos seus liderados e discípulos.

Por outro lado, também encontramos na Bíblia o fato de que uma “fé sem fingimento” também pode ser transmitida de geração em geração:

“Pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti.”  (2 Timóteo 1.5)

A fé sem fingimento que Paulo elogia na vida de Timóteo, seu filho espiritual, vinha sendo transferida por diferentes gerações: da avó Lóide para a mãe Eunice e, finalmente, da mãe Eunice para o filho Timóteo. Esse é o legado que os pais deveriam transmitir aos seus filhos e que cada líder deveria transferir aos seus liderados.

Essas consequências, ao meu entender, já deveriam trazer suficiente temor aos nossos corações de modo a que não venhamos incorrer no mesmo erro de Moisés. Entretanto, há um motivo que deveria gerar ainda mais temor aos que recorrem ao uso do véu em seu rosto. É que, sem desvendar o rosto, não há transformação a ser experimentada pelo poder de Deus.

A GLÓRIA VEM QUANDO SE REMOVE O VÉU

A transformação só acontece com o rosto desvendado. Se não “tirarmos a máscara”, seguramente o poder transformador operado pelo Espírito Santo não irá se manifestar:

“E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.”  (2 Coríntios 3.18)

Você já percebeu a intensidade e a velocidade de transformação que se dá na vida de um novo convertido? Porém, em algum momento na caminhada, o processo de transformação e mudança de vida começa a estagnar. E não é porque o processo – de se conformar com a imagem de Jesus – já tenha se completado!

Depois de mais de vinte anos de ministério, observando o comportamento dos cristãos, posso dizer que isso é um fato. A transformação na vida dos crentes em geral parece perder sua força com o passar do tempo. E penso que uma das grandes razões para isso é que, no início da vida cristã, após a conversão, todos reconhecem as áreas que precisam tanto de mudança e se alegram por toda transformação alcançada (e até testemunham). Porém, depois de um tempo e de muitas vitórias alcançadas, quando o crente começa a ser reconhecido pelos seus irmãos como alguém mais maduro e espiritual, a tendência é não ser mais tão transparente ou sincero a respeito das falhas. E isso vem desde os tempos bíblicos!

Observe, por exemplo, o que aconteceu quando a Palavra de Deus foi pregada em Éfeso:

“E muitos dos que haviam crido vinham, confessando e revelando os seus feitos. Muitos também dos que tinham praticado artes mágicas ajuntaram os seus livros e os queimaram na presença de todos; e, calculando o valor deles, acharam que montava a cinquenta mil moedas de prata. Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia.”  (Atos 19.18-20)

Por que a Palavra de Deus crescia e prevalecia em Éfeso?

Não foi apenas porque foi pregada, e sim, porque as pessoas, depois de receberem a pregação, reconheciam e até mesmo confessavam publicamente os seus pecados! Estude cada avivamento na história e você descobrirá que houve confissão de pecados. Este é o ponto. Quando as pessoas reconhecem suas fraquezas, o poder do Espírito Santo pode se manifestar nelas. Isso é doutrina bíblica!

Deus só opera o seu poder transformador quando reconhecemos as áreas problemáticas, e apenas naquela área que admitimos nossos pecados. Veja o que aconteceu com o profeta Isaías quando teve uma visão do Senhor no templo:

“Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado”.  (Isaías 6.5-7)

Já ouvi muitas vezes a pergunta: “qual o mistério do toque na boca?” E sempre respondo que não há nenhum mistério; foi a oração que o profeta fez reconhecendo impureza em seus lábios. Se a oração de Isaías fosse “sou um homem de olhos impuros”, então o toque santificador viria sobre os olhos. Meus filhos, em um de nossos cultos domésticos, afirmaram que, seguindo essa lógica, alguns crentes precisam de um “banho de brasas”!

Essa é uma verdade bíblica incontestável. Deus só age nas áreas em que reconhecemos nossos pecados. O Senhor Jesus ensinou sobre este princípio:

“Achando-se Jesus à mesa na casa de Levi, estavam juntamente com ele e com seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque estes eram em grande número e também o seguiam. Os escribas dos fariseus, vendo-o comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos dele: Por que come [e bebe] ele com os publicanos e pecadores? Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores.”  (Marcos 2.15-17)

Quando, nesta alegoria, Jesus se compara a um “médico”, está falando de si como Salvador; quando fala do “doente” (que precisa da cura do médico) está falando do pecador (que precisa do perdão do Salvador). Porém, quando fala do “são”, não está se referindo a alguém que, por ser justo não precise do Salvador, pois as Escrituras abordam este assunto com clareza: “como está escrito: não há justo, nem sequer um” (Rm 3.10). Se não há ninguém que possa ser justo sem Cristo, quem é esse “são” que não precisa de médico na parábola contada por Jesus? O texto não fala de alguém que seja realmente “são” (justo), mas de alguém que, porque acha que é justo, não reconhece a necessidade do Salvador. Ou seja, não há salvação sem arrependimento e reconhecimento de pecados.

E assim como na conversão, este princípio permanece em toda a vida cristã. Quando desvendamos o rosto, somos transformados. Quando dissimulamos, aparentando não ter pecado algum, a transformação simplesmente não pode acontecer. O Espírito Santo só manifestará seu poder transformador naquelas áreas que expusermos a Ele de forma sincera e honesta. Porém, além de reconhecer fraquezas diante de Deus (que já sabe delas, quer a gente admita ou não), também vejo a necessidade de fazermos isso diante dos homens.

Há uma diferença entre confessar seus erros a Deus e fazê-lo aos homens. Podemos afirmar que o perdão vem com a confissão do pecado a Deus; mas a cura vem com a confissão do pecado aos homens:

“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.  (Tiago 5.16)

Os protestantes, em nome da Reforma, e no zelo de restaurar as verdades bíblicas abandonadas pela Igreja, saíram de alguns extremos para outros. Alguns grupos evangélicos decidiram “jogar fora o nenê junto com a água suja da banheira”. E uma das áreas onde criamos confusão foi na questão da “confissão de pecados”.

Sabemos, pelo ensino bíblico, que se alguém confessa seu pecado diretamente a Deus, receberá o perdão de seu pecado. Condicionar o perdão divino só ao perdão de um sacerdote – ou quem quer que seja – não está em linha com as Escrituras Sagradas. Entretanto, em nome de se consertar desvios doutrinários, criamos outros desvios!

Por exemplo, o apóstolo Tiago está falando sobre confessarmos os nossos pecados uns aos outros; o texto não fala de confissão na vertical – a Deus – e sim de confissão na horizontal – aos nossos irmãos. Quando confessamos nossos pecados ao Senhor, recebemos perdão:

“Se confessarmos os nossos pecados, ELE é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”  (1 João 1.9)

Mas o texto de Tiago fala de uma confissão de pecados que fazemos “uns aos outros” e com um propósito diferente de ser perdoado (o que acontece quando confessamos a Deus): “para serdes curados”. Quando expomos a outros irmãos áreas de erro e pecado em nossas vidas estamos nos abrindo para receber CURA. Não é a vontade de Deus apenas continuar sempre perdoando alguém do mesmo pecado; mais do que isso, o Senhor quer dar a essa pessoa vitória sobre esse pecado!

Já vi, por exemplo, inúmeras situações de irmãos que estavam tendo problemas com pornografia e que contam, todos eles, a mesma história. Permaneceram, por muito tempo, chorando e confessando diante de Deus suas quedas nessa área; mas somente quando abriram com outros o seu problema é que finalmente alcançaram vitória sobre esse tipo de pecado.

É por isso que a religiosidade é tão danosa. Além de perpetuar a mentira – que tem como pai o próprio diabo – a pessoa que finge uma espiritualidade que não tem entra em uma condição de estagnação na vida espiritual em que não poderá haver transformação.

Por outro lado, é quando admitimos e reconhecemos as fraquezas que o poder de Deus pode, então, se manifestar e operar em nossas vidas:

“Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.”  (2 Coríntios 12.9,10)

Que tremenda definição de graça: o poder (de Deus) que se aperfeiçoa na fraqueza (as nossas)! O apóstolo está dizendo que aprendeu a ter prazer em reconhecer suas fraquezas e limitações, pois esse é o caminho para que o poder de Deus opere em nossas vidas.

Caminhar com o rosto desvendado não nos liberta apenas do alto custo (espiritual e emocional) de se viver de “teatro”, mas ainda permite que sejamos trabalhados e transformados pelo Senhor.

RASGANDO O CORAÇÃO E NÃO AS VESTES

É tempo de tirar as máscaras, remover o véu do rosto e andar em honestidade e transparência. Essa é a essência do verdadeiro arrependimento e o anseio que deve reinar em todo coração que deseja render-se totalmente a Deus. Penso que era disso que o profeta Joel, pelo Espírito Santo, falava aos israelitas de seus dias:

“Ainda assim, agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal.”  (Joel 2.12,13)

Uau! Rasgar o coração e não as vestes! O que a Bíblia está dizendo?

O hábito dos hebreus de rasgar as vestes para mostrar, em público, as vestes de luto que, até então, estavam escondidas, é mostrado repetidas vezes nas Escrituras. Vejamos um exemplo:

“Quando o rei ouviu as palavras da mulher, rasgou as próprias vestes. Como estava sobre os muros, o povo viu que ele estava usando pano de saco por baixo, junto ao corpo.”   (2 Reis 6.30 – NVI)

O rei de Israel saiu em público vestido normalmente e, de repente, rasgou as vestes comuns para mostrar que, de fato, estava de luto. Os seus verdadeiros sentimentos por toda a crise que atravessavam foi manifestado quando ele rasgou suas vestes. Era uma forma de dizer: “Vocês estão me vendo com roupas normais, mas meu interior está de luto!”

Através do profeta Joel, Deus pediu que os israelitas rasgassem o coração (para mostrar o seu real estado) como prova de arrependimento. A sinceridade e a transparência têm grande poder na luta com o pecado! O Senhor queria que o seu povo mostrasse como realmente estava o interior, pois Ele não se importa com a aparência; o que conta para Deus é o coração.

“O Senhor, contudo, disse a Samuel: Não considere a sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração.”  (1 Samuel 16.7)

O homem tenta manter a aparência porque é assim que os outros homens o veem e medem. Deus quer do homem a transparência não somente pelo fato d’Ele já conhecer o nosso coração, mas, também, porque quer que nós aprendamos a mostrar o nosso interior aos homens (que não podem vê-lo).

Que o entendimento dessas verdades nos ajude a abandonar qualquer expressão de hipocrisia de modo a, pela graça de Deus, andarmos como Paulo: com o rosto desvendado. Concluo com as palavras de Thomas Watson: “É melhor desmascarar nossos pecados antes que eles nos desmascarem”.


Autor: Pr. Luciano P. Subirá.

Com Amor e Para seu Crescimento...

Pr. Alecs!!!

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

ALIANÇA ABRAÂMICA. (Gn 15:1-21)



“Naquele dia o Senhor fez a seguinte aliança com Abrão: "Aos seus descendentes dei esta terra, desde o ribeiro do Egito até o grande rio, o Eufrates (Gn 15:18)”.

Neste pacto, Deus prometeu muitas coisas para Abraão. Ele pessoalmente prometeu que faria o nome de Abraão grande (Gn 12:2), que Abraão teria inúmeros descendentes físicos (Gn 13:16), e que ele seria o pai de uma multidão de nações (Gn 17:4-5). Deus também fez promessas a respeito de uma nação chamada Israel. Na verdade, os limites geográficos da aliança com Abraão são mencionados em mais de uma ocasião no livro de Gênesis (12:7; 13:14-15; 15:18-21). Uma outra provisão na Aliança Abraâmica é que as famílias do mundo seriam abençoadas através da linhagem física de Abraão. Esta é uma referência ao Messias, que viria da linhagem de Abraão.

O Deus de alianças cumpre todas as suas promessas, ele revelou a Abrão que sua descendência seria grandiosa, ainda que para Abrão isto pudesse ser IMPOSSÍVEL, devido sua idade e a esterilidade de sua esposa, “Abrão CREU no Senhor, e isso lhe foi CREDITADO COMO JUSTIÇA. (Gn 15:6)”. Ele não só foi pai sendo velho, como também teve uma descendência enorme e Cristo faz parte desta descendência. Hoje também nós FOMOS AGRACIADOS com a descendência de Abrão, somos parte desta nação tendo o Messias como Rei.

DEUS TEM UMA ALIANÇA CONOSCO, todo mês somos relembrados na CEIA DO SENHOR, o que vai fazer a diferença é o fator CRER mesmo sem VER, mesmo com PROVAÇÕES E DIFICULDADES A VISTA, assim foi com Abrão. Deus revelou a Abrão: “Saiba que os seus descendentes serão estrangeiros numa terra que não lhes pertencerá, onde também serão ESCRAVIZADOS E OPRIMIDOS por quatrocentos anos. Mas eu castigarei a nação a quem servirão como escravos e, depois de tudo, sairão com muitos bens. (Gn 15:13,14)”, muitas provas viriam, Abrão não viu toda a Promessa cumprida, sabia que haveria um tempo de tratamento, MORREU NA FÉ em Paz e Boa Velhice crendo que o mesmo Deus que permitiria a PROVA daria o ESCAPE, hoje contemplamos a promessa cumprida na vida de Abrão. Conosco não é diferente, teremos que PASSAR PELO TESTE DO FOGO e assim sermos FORJADOS conquistando o que é nosso, prometido na NOVA ALIANÇA. SEJAMOS FIEIS ATÉ O FIM!


Eu CREIO na aliança de Deus para comigo todos os dias, tenho vivido uma VIDA ABUNDANTE pela FÉ, e você? 

Pr. Alecs!!!

(Bibliografia: GotQuestions)

COM DEUS NÃO IMPORTA O TAMANHO DA PELEJA, A VITÓRIA É CERTA! (Gn 14:1-24)



“Quando Abrão ouviu que seu parente fora levado prisioneiro, mandou convocar os trezentos e dezoito homens treinados, nascidos em sua casa, e saiu em perseguição aos inimigos até Dã. Atacou-os durante a noite em grupos, E ASSIM OS DERROTOU, perseguindo-os até Hobá, ao norte de Damasco. (Gn 14:14,15)”.

Quatro reis se juntam para lutar contra cinco reis e após uma guerra os QUATRO venceram os CINCO, supõe-se que estes quatro eram poderosos. Na sequencia Abrão fica sabendo que seu sobrinho, que havia o ABANDONADO, estava preso, sem nenhum RANCOR, imediatamente junta seus “Discípulos”, num total de apenas 318, e sai para resgatar seu parente. Com certeza ele teria a vitória, pois Deus ESTAVA COM ELE. Sendo assim ele venceu aqueles reis e trouxe seu sobrinho de volta, resgatando também todos os bens. Após tal vitória ele tem um encontro com o rei de Sodoma que lhe oferece uma RECOMPENSA pelos seus atos, mas REJEITOU, pois a GLÓRIA PERTENCIA A DEUS, encontrou também um Rei e SACERDOTE DO DEUS ALTÍSSIMO de nome Melquisedeque, sendo que a este ele deu o DIZIMO.

- Neste breve resumo acima observamos GRANDES LIÇÕES sendo uma delas a que se refere o titulo do devocional, ou seja, COM DEUS NÃO IMPORTA O TAMANHO DA PELEJA, A VITÓRIA É CERTA! As vezes olhamos ao nosso redor e nos preocupamos demais com o TAMANHO DAS LUTAS, ficamos preocupados se iremos conseguir REMAR CONTRA A CORRENTEZA, mas tenhamos certeza de que, se estamos COM CRISTO, nosso REMO virará MOTOR e dos mais POTENTES, creia nisto, Abrão com 318 venceu quatro exércitos, será que Deus é PODEROSO? ELE TEM A RESPOSTA PRA NÓS!
- Outra lição é que quando nós vencermos, toda HONRA E GLÓRIA precisa ser entregue a quem de direito, ou seja, DEUS. NUNCA nos esqueçamos disto! Abrão poderia ter aproveitado a recompensa e comemorado com o Rei de Sodoma, esquecendo-se de Deus, mas recusou tal oferta. Pensemos nisto, muitas vezes Deus dá a vitória e a pessoa acaba se esquecendo DELE, sai com a família, amigos, faz festas, viagens e por fim de Deus nem se lembra. HONRE A QUEM LHE CONCEDEU A VITÓRIA!
- Vemos a lição também de que UMA PARTE daquilo que temos deve ser DEVOLVIDA a Deus através do DIZIMO, desde Adão e Eva vemos isso em forma de OFERTA e agora aqui com Abrão vemos pela primeira vez o TERMO EM SI, então não tem pra onde correr, o Dizimo precisa ser entregue, o Sacerdote Melquisedeque representava alguém superior e a Abrão, então ele entregou sua porção SEM QUESTIONAR. Quanto a Melquisedeque já expliquei mais sobre ele no devocional em Hb 7:1-28, caso não tenha, me peça que te envio. DAI A CESAR O QUE É DE CESAR E A DEUS O QUE É DE DEUS!
- Vemos também que Abrão não levou em conta o que Ló fez quando o abandonou e partiu, assim que Ló precisou de ajuda Abrão estendeu a mão. Desta maneira fica um ensinamento para nós, que possamos entender que vingança ou RANCOR só traz prejuízos e nos distancia da Vitória. AME E AJUDE QUANDO SOLICITADO!


Fique com Deus vitorioso(a)... Pr. Alecs!!!

TOMEMOS A ATITUDE CERTA, FUJAMOS DA INSUBMISSÃO E AMBIÇÃO. (Gn 13:1-18)



“Olhou então Ló e viu todo o vale do Jordão, todo ele bem irrigado, até Zoar; era como o jardim do Senhor, como a terra do Egito. Isto se deu antes do Senhor destruir Sodoma e Gomorra. Ló escolheu todo o vale do Jordão e partiu em direção ao Leste. Assim os dois se separaram (Gn 13:10,11)”.

Neste capitulo nos deparamos com a prosperidade dada por Deus a Abrão e sua família. Todos que estavam com ele foram abençoados, inclusive Ló, seu sobrinho. Porém, começaram a acontecer ALGUMAS DIVERGÊNCIAS entre os pastores que cuidavam dos rebanhos de Abrão e Ló, ao invés de solucioná-las houve uma divisão. Ló por sua vez, ambicioso, cresceu os olhos nas áreas em que estavam Sodoma e Gomorra e pra lá partiu. A partir dai vemos que ele atraiu maldição para sua família.

Divisão nunca esteve nos planos de Deus, Ele sempre quis UNIÃO. Para uma união perfeita existem PRINCÍPIOS que não podem ser quebrados, uma delas eu chamo de “CADEIA HIERÁRQUICA”. Deus é o SENHOR e está em PRIMEIRO LUGAR, porém Ele estabeleceu nos seus mandamentos e também nas escrituras a importância do RESPEITO AO PAI E A MÃE para uma vida longa e bem sucedida, Ele também CHAMOU HOMENS para liderar e formar novos lideres (discípulos), isso não é criação humana, vem de Deus. É preciso estar debaixo de uma cobertura espiritual, ou seja, uma paternidade espiritual. NÃO EXISTE VITÓRIA em estar desgarrado e independente.

Abrão era Pai Espiritual e Pai adotivo de Ló. Ló DEVERIA TER DITO a Abrão: “Tio eu não vou embora desta maneira, antes pedirei resposta do Senhor e depois farei o que Ele mandar, meus pastores são submissos a mim e deveram respeitar e ser submissos ao senhor como eu também devo ser”. Lembro-me de Rute dizendo a Noemi: “Não te deixarei”, também me recordo de Eliseu dizendo a Elias: “VIVE O SENHOR QUE NÃO DEIXAREI”. A SUBMISSÃO E RECONHECIMENTO HIERÁRQUICO sempre geram bom FRUTO. Ló infelizmente não fez assim e COLHEU TRISTES CONSEQUÊNCIAS.


Procuremos sempre tomarmos decisões debaixo da benção de Deus e de nossos lideres, para que possamos gozar de uma vida Prospera e um Ministério Prospero, assim livres de cair em Pecado... Pr. Alecs!!!

PARA VENCER É PRECISO TER CORAGEM DE VIVER PELA FÉ. (Gn 12:1-20)



"Então o Senhor disse a Abrão: Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. (Gn 12:1)".

Após a morte de seu pai, Abrão recebe uma ordem do Senhor, tal ordem era seguida de uma promessa. Uma grande e poderosa nação surgiria de um homem já velho com uma esposa estéril, detalhes que tornavam a promessa impossível. Lembrando que aqui a idade do homem já havia sido reduzida, como observamos na descendência de Sem no capitulo anterior uma redução de geração em geração. Abrão obedeceu e prosseguiu levando consigo além da família e servos seu sobrinho. Por um instante com medo Abrão vacilou e veio a mentir sobre sua esposa, sofrendo consequências quase irreparáveis se não fosse o agir de Deus por sua misericórdia, quase perdeu a esposa.

Refletindo sobre isto somos desafiados a prosseguir a PROMESSA que nos está garantida, caso sejamos obedientes e constantes temos uma "COROA" de vida eterna nos aguardando. Na caminhada temos alguns deslizes, afinal ainda ESTAMOS EM BUSCA da perfeição, mas um coração CONTRITO (arrependido) Deus não rejeita. O maior problema e causa de MORTE para muitos é a ARROGÂNCIA de não assumir fraquezas e imperfeições, assim vivendo com a falha e nunca se convertendo, para estes só lamento.

Para nós que caminhamos para a promessa fica a dica de aprender com os erros dos HERÓIS DA FÉ, afinal o que eles fizeram de errado não necessitamos REPETIR, aprender também com nossos próprios erros e não mais comete-los.

Saiamos do meio daquilo que nos impede, RENÚNCIA é uma palavra FORTE, mas fundamental, não existe impossíveis para Deus. Saiamos, significa ATITUDE, atitude em abrir mão de prazeres mundanos, amigos, companhias e até familiares que nos bloqueiam de servir a este Deus por completo, não queira forçar os outros a ser como você, veja que Abrão SAIU e foi viver pela fé. Prossigamos para a terra que ELE tem nos prometido, a NOVA JERUSALÉM que desce dos céus, ela está preparada para os fiéis.


Com amor... Pr. Alecs!!!

terça-feira, 8 de novembro de 2016

A DESOBEDIÊNCIA EM BABEL. (Gn 11:1-32)



“Depois disseram: Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra. (Gn 11:4)”.

Deus deu uma ordem a Noé e sua família como vemos: “Deus abençoou Noé e seus filhos, dizendo-lhes: Sejam férteis, MULTIPLIQUEM-SE E ENCHAM A TERRA. (Gn 9:1)”. Porém ao lermos Gn 11:4 os descendentes de Noé fizeram o oposto, ou seja, construíram uma cidade e uma Torre enorme com intuito de SOBERBA e DESOBEDIÊNCIA, pois tal cidade e torre eram para mostrar poderio e desobediência, pois bem claramente eles dizem: NÃO SEREMOS ESPALHADOS PELA TERRA. Deus desce e interfere colocando vários idiomas e assim fazendo com que eles não conseguissem se comunicar entre si, vindo cada um a juntar aqueles da mesma língua e partir para outra terra formando outras nações e MULTIPLICANDO conforme a vontade do Senhor.

A Torre de Babel é descrita em Gênesis 11:1-9. Depois do dilúvio, Deus ordenou à humanidade: "Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra" (Gênesis 9:1). No entanto, a humanidade decidiu fazer exatamente o oposto: "Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra" (Gênesis 11:4). Eles decidiram construir uma grande cidade para que todos se congregassem lá. Decidiram construir uma torre gigantesca como um símbolo do seu poder, para fazer um nome para si (Gênesis 11:4). Esta torre é lembrada como a Torre de Babel.

Em resposta, Deus confundiu as línguas da humanidade de modo que não mais pudessem se comunicar uns com os outros (Gênesis 11:7). O resultado foi que as pessoas se reuniam com outras que falavam a mesma língua e depois foram juntas para se estabelecerem em outras partes do mundo (Gênesis 11:8-9). Deus confundiu as línguas na Torre de Babel para impor o Seu comando de que toda a humanidade se espalhasse por todo o mundo.

Alguns professores da Bíblia também acreditam que Deus criou as diferentes raças da humanidade na Torre de Babel. Isso é possível, mas não é ensinado no texto bíblico. Parece mais provável que as diferentes raças existiam antes da Torre de Babel e que Deus confundiu as línguas, pelo menos parcialmente, com base nas diferentes raças. Da Torre de Babel, a humanidade se dividiu com base na linguagem (e, possivelmente, raça) e se estabeleceu em várias partes do mundo.

Gênesis 10:5, 20 e 31 descrevem os descendentes de Noé se espalhando sobre a terra "cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, em suas nações." Como isso é possível já que Deus não confundiu as línguas até a Torre de Babel em Gênesis capítulo 11? Gênesis 10 lista os descendentes dos três filhos de Noé: Sem, Cam e Jafet. Ele lista os seus descendentes por várias gerações. Com o tempo de vida longo daquela época (ver Gênesis 11:10-25), as genealogias em Gênesis 10 provavelmente abordam várias centenas de anos. A narrativa da Torre de Babel, contada em Gênesis 11:1-9, fornece mais detalhes sobre o momento em que as línguas foram confundidas. Gênesis 10 nos diz de línguas diferentes. Gênesis 11 nos diz como as diferentes línguas se originaram.

Uma lição para nós neste dia é que ENQUANTO QUISERMOS FAZER AS COISAS DE NOSSO JEITO e com nossas próprias forças tudo vai dar errado. Deus é SOBERANO e não permitirá que PLANOS OPOSTOS aos seus prosperem. Por algum tempo, DE ACORDO COM SEUS PROPÓSITOS, Ele até permiti algumas situações, mas no devido tempo tudo acontece como ELE QUER. Tenhamos certeza disto e procuremos cada dia mais fazer aquilo que Deus determinou.

Neste capitulo também nos deparamos com os ascendentes de Abraão, sendo que ele pertence a geração de Sem. Segundo alguns estudiosos Sem, um dos filhos de Noé, ainda estava VIVO, quando Abraão saiu de Ur e foi para Harã, Abraão e Sem CONVIVERAM por 150 anos. Por outro lado o texto Bíblico seguinte a Abraão não faz menção a Sem, sendo que para alguns as genealogias de Genesis parecem ser esquemáticas e incompletas. Sendo assim podemos ficar com a certeza daquilo que a escritura revela, ou seja, Abraão era descendente de Sem.

Uma linda noite amados, que possamos entender que fazendo conforme o PAPAI nos ensinou facilitamos nossa vida e das pessoas que estão ao nosso redor, PENSE NISTO...

Com Amor... Pr. Alecs!!!

Bibliografia: Bíblia de Estudo Arqueológica, GotQuestions.Org

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