quarta-feira, 29 de março de 2017

O ciúme é amor ou uma doença? Saiba o que a Bíblia diz:

Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor!

O ciúme é um sentimento que apresenta caráter instintivo e natural marcado por outros sentimentos como medo, incerteza, insegurança, dúvida, imaginação, obsessão ou delírio. Em certas ocasiões, é normal e aceitável sentir ciúmes. Não é perigoso ter este sentimento desde que não seja em excesso.

Nos relacionamentos onde os sentimentos de ciúme são moderados, ele lembra ao casal que um não deve considerar o outro como definitivamente conquistado. Pode encorajar casais a fazer com que se apreciem mutuamente e façam um esforço consciente para assegurar que o parceiro se sinta valorizado.

Ciúme potencializa as emoções, fazendo o amor se sentir mais forte. Em doses pequenas, ciúme pode ser um estímulo positivo num relacionamento. Mas quando é intenso ou irracional, a história é bem diferente, quando em excesso pode ser considerado doentio.

Quando isso acontece pode afetar gravemente uma relação, levando o outro parceiro a sentir-se constantemente inferior a qualquer outro " concorrente". O parceiro ciumento, em alguns casos chega a violência, levando a morte, destruição de famílias, entre outras situações.

A origem da palavra ciúme. Ela vem do latim zelumen, que vem do grego zelus. Originalmente ciúme significa zelo e cuidado.

Todos nós já sentimos ciúme pelas coisas que gostamos (coleções de objetos, uma roupa, um brinquedo preferido) ou por alguém que amamos (pai, mãe, irmãos, amigos). Mas é nos relacionamentos amorosos que este sentimento é mais freqüente. Sentir ciúme pelo que ou por quem gostamos é normal, faz parte do cuidado, do querer bem e ser amado.

Dizem que um pouco de ciúme apimenta a relação. Acho que isto se refere a não sermos indiferente ao parceiro, nos importarmos com ele.

Mas o ciúme pode crescer, se descontrolar e tornar-se uma doença. A partir daí não há mais cuidado e nem zelo, mas sim controle e desconfiança. Isto, não é mais o amor, já que se perde o respeito pelo outro, fundamental numa relação.

Quantas vezes já não tivemos notícias ou até mesmo presenciamos cenas de brigas e até agressões. Pessoas que dizem amar o outro e que cometem atos irracionais, nomeados como ciúme, que colocam em risco a integridade física da outra pessoa, com ameaças, destruição de bens.

Na nossa cultura os homens, no geral, foram treinados para um verdadeiro pavor de envolvimento. Adora sexo, o prazer imediato do relacionamento, a sedução esporádica, mas tremem diante de qualquer coisa que signifique compromisso.

Mães dominadoras, possessivas, excessivamente protetoras, criaram homens com medo de amar. O que na verdade, é o medo do abandono. Assim é a manifestação do ciúme masculino na nossa sociedade.

A indiferença masculina é uma defesa preventiva à possibilidade do abandono, da dominação, da traição feminina. O ciúme, ou seja, o medo de perder inviabiliza o amor que é sempre risco, confiança e entrega.

É a chamada síndrome do laço no pescoço.

Aliás, é comum falar do casamento como forca, prisão.

Quando, porém, ele fica sabendo que ela está com outro relacionamento ele fica “louco de ciúme” e tenta se aproximar. E se ela aceita a aproximação, ele a despreza novamente. E às vezes relacionamentos movidos por esta estrutura ficam anos neste jogo do vai e volta e com muito sofrimento para ambos.

A incapacidade de amar é o seguinte: Quero todas as vantagens prazerosas do relacionamento (eu gosto dela), mas meu medo de perder me faz não querer os riscos possíveis do compromisso. E como sempre, quem tudo quer tudo perde.

Perde, sobretudo, a vivência gostosa do amor, representada pelo companheirismo, sensação de inclusão e pela paz dos que se relacionam com afeto e ternura.

Como, porém, em todo relacionamento a mão é dupla, esta dificuldade masculina é reforçada e alimentada pela contra partida da mulher.

Ao contrário do homem, em pólo oposto, as mulheres em geral, são extremamente carentes. Carência provocada pela ausência ou frieza paterna, realimentada continuamente pela falsa crença cultural de que a mulher só será feliz se tiver “alguém”, se casar e se tiver filhos.

Daí o ciúme feminino, traduzido em um controle excessivo do namorado, ou marido, em um desejo de estar junto o tempo todo, sufocando e oprimindo a individualidade do outro.

Aqui a síndrome é a do laço na mão, pronto para laçar o homem. Imaginem a impossibilidade de um relacionamento em que a mulher, dada a sua insegurança e carência faz de tudo para prender e segurar um homem cuja neurose principal é ter pavor de ficar preso.

Relacionamentos desta natureza, mesmo quando as pessoas se casaram, terminam sempre de maneira traumática e mesmo antes do término, são permeados por brigas constantes, ciúmes, violências verbais ou físicas, constantes términos e voltas e muito sofrimento.

O pano de fundo de tudo isto é o ciúme, ou seja, o medo de perder, o medo do abandono, o medo de amar, o medo da solidão ou o medo do compromisso.

Ainda que o ciúme apareça com várias caras é sempre ele o responsável pelo sofrimento na relação amorosa. E ao invés das pessoas tratarem deste sentimento que tão mal fazem às construções amorosas, elas preferem terminar os relacionamentos, achando que o próximo será melhor.

Para resolver uma situação de desconfiança ou ciúme não tem jeito: temos que dialogar.

Primeiro conosco mesmo: há motivos para esse sentimento? Será que estou num momento mais inseguro pessoalmente? E dialogar também com o parceiro ou parceira, contando como se sente em determinadas situações e buscando mudanças que procurem respeitar aos dois.

O cuidado com o outro, a confiança e o respeito são os pilares de uma relação saudável e madura. O diálogo e o olhar para as próprias emoções e para as necessidades do parceiro ou parceira são fundamentais para que o ciúme e desconfiança não estraguem o futuro e felicidade de nosso relacionamento.

O ciúme é um sentimento que surge por uma sensação de perda, ou por acharmos que estamos sendo rejeitados em troca de outra pessoa.

É um sentimento proveniente do orgulho, que é traduzido muitas vezes na Bíblia como soberba, que nada mais é do que a manifestação do alto apreço

Geralmente o ciúme é causado dentro de nós pela pessoa que mais apreciamos, amamos e que geralmente temos relacionamento.

Por amarmos muito alguém, temos a expectativa de sermos correspondidos, portanto, quando não somos, nós sentimos traídos; afinal achamos que estamos dando o nosso amor e esperamos receber o mesmo de volta.

No relacionamento, entendemos no nosso íntimo, que temos um acordo de dedicação amorosa e de atenção exclusiva do nosso parceiro, pois nos dedicamos inteiramente a ele e queremos a mesma resposta.

Quando por um motivo ou outro, não conseguimos o retorno de amor e atenção esperado, ou nos sentimos ameaçados pela interferência de outro, a faísca causada pelo orgulho acende a chama do ciúme.

O ciúme, por sua vez, é a faísca que faz acender outros pecados, desde as brigas, agressões e até a morte.

Vejamos agora o que a Palavra de Deus nos fala sobre o ciúme.

O primeiro caso de ciúmes relatado na Bíblia exemplifica a morte causada pelo ciúme. Foi a morte de Abel, causada por Caim pelo ciúme. Infelizmente hoje, vemos muitos casos de mortes causadas pelo ciúme.

Ana tinha ciúmes de Elcana e sua outra mulher Penina. (1 Samuel cap. 1)

As esposas de Jacó tinham ciúmes uma da outra por causa do marido comum. (Gn 29 e 30)

No livro de Números há uma pequena história sobre ciúmes. (Nm 11. 16 – 29)

(Pv 6.34)

(Ct 8.6)

(Rm 10.19)

(Tg 4.5)

Diante dos frutos ruins produzidos pelo ciúme, podemos entender que ele não vem de Deus. Assim é o que a Bíblia diz em I Co 13.4-5:

“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;”

De acordo com a Bíblia, no amor que vem de Deus não existe ciúme.

Num relacionamento onde duas pessoas são verdadeiramente cristãs, o ciúme não aparece – e nem deveria, pois o verdadeiro cristão não se envolve em situações que provocam ciúmes ao cônjuge.

Se o ciúme está no relacionamento entre duas pessoas convertidas, então é preciso que o ciumento (ou o provocador de ciúmes) se aproxime mais de Deus e passe a confiar Nele.

Quando Deus passa a ser o direcionador do relacionamento, o ciúme acaba. Conheço alguns casais que tinham problemas sérios de ciúmes.

Muitos com motivos, mas que eliminaram esse problema através da transformação de Deus em suas vidas. Eles aprenderam a se respeitar e a se amar, conquistando confiança um no outro, porque viram que já não eram como antes – a velha criatura; mas agora eram novas criaturas, nascidos de novo; portanto novas pessoas transformadas que aprenderam como serem maridos e esposas de Deus.

Também conheço casais que freqüentam a Igreja, mas tem brigas constantes de ciúmes. Foram levados a aprenderem sobre o relacionamento cristão, mas se focaram no problema e não no aprendizado. Sendo assim, não conseguiram aprender como ter um relacionamento cristão e não foram transformados, permanecendo com o problema.

A Bíblia diz: “o amor não arde em ciúmes” (1 Co 13:4).

O amor combina com liberdade e com libertação. Quem ama confia, libera, emancipa o outro. Arder em ciúme é se deixar tomar pela insegurança, pelo medo. Isso acaba com qualquer relacionamento.

Isso, quando o ciúme não é mera projeção. Isto é, o sujeito não é fiel e pensa que ela, quando está longe do seu controle, está fazendo, com ele, o que ele está fazendo com Lea. E aí é verdadeiro o ditado: “o inocente paga pelo pecador.”

Às vezes o ciúme tem a ver com o medo de perder o ente amado, acontece, principalmente, quando um dos cônjuges sofre de algum complexo de inferioridade e, como sabe que o outro, por causa da sociedade em que vivemos, está, pelo menos, sob algum assédio, é tomado pelo pavor de perdê-lo.

Aí é preciso convencer o outro com consistentes demonstrações de seu amor. E, um tem de aprender a confiar no outro, assim como clamar a Deus que não os deixe cair em tentação.

É triste ouvir a mulher ou o homem a dizer: “Não é que ela ou ele não me ame, mas que me sufoca com aquele ciúme doentio.”

Lembre-se: arder em ciúme não é amar. O amor liberta, confia, estimula o outro, o faz sentir-se importante, digno de confiança. E uma pessoa que se sente amada reage a esse amor com maior amor ainda. Por isso não se deixe tomar pelo ciúme, se for o caso procure ajuda. Faça o outro feliz para ser feliz.

A única maneira de acabar com o ciúme sem acabar com o amor e o relacionamento, que não agrada à Deus; é levar o relacionamento aos moldes cristãos, permitindo uma transformação no caráter de cada cônjuge.

Se você tem ciúmes constantemente, apesar de ter um relacionamento cristão; é preciso aprender a confiar em Deus e enxergar seu cônjuge como uma pessoa transformada. Muito, por causa do passado, tem dificuldade em ter confiança nesse novo relacionamento que envolve Cristo. É preciso então da ajuda de Deus.

Aconselho que ore pedindo a Deus para mudar seu coração e te libertar desse sentimento maligno. Se achar necessário, peça ajuda a um pastor de sua confiança para orar contigo, mas busque em Deus para mudar esse sentimento que atrapalha o relacionamento e sua felicidade.

Acredite mais em você, aceite o amor de seu cônjuge, aceite o milagre de Deus!

Você pode sim ser especial para o seu cônjuge! Deus quer isso!

Que Deus ajude a cada um dos casais a viverem um para o outro.
E ambos para a glória do Senhor em nome de Jesus, amém!

Com Amor… Pr. Alecs!!!

Fonte: Jânio Santos de Oliveira - Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de Deus.

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